quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Para quê entrar na escola aos seis?


Ao ver este vídeo lembrei-me de uma notícia que li há algumas semanas, sobre a entrada na escola, pasme-se... aos cinco anos! Como se seis anos não fosse já demasiado cedo, pelos vistos há quem defenda que a entrada aos cinco, para casos especiais, seja prática. A infância já está a ser encurtada de forma violentíssima, seja pelo que se espera e exige das crianças actualmente, seja por aquilo que a sociedade/cultura lhes oferece, disponibilizando-lhes acesso a ideias e práticas para as quais não têm maturidade. Ainda assim, há vozes que se levantam para destruir a infância totalmente, e tolamente. Para além de não permitirem que as crianças vivam a infância em pleno, desfrutando desta fase da vida como base para a construção de personalidades equilibradas e felizes, o objectivo, que é a formação académica cada vez mais cedo, sai-lhes gorada. 

Os jovens são cada mais vez mais imaturos e despreparados. A perspectiva de escolherem uma profissão "para toda a vida", assusta-os. Muitos, nem sequer sabem exactamente a profissão que querem escolher. Encontram-se perdidos. E para se encontrarem, a perspectiva de fazer um gap year - pausa de um ano-, parece-lhes a solução.
Partir pelo mundo, viajando, fazendo voluntariado, aceitando trabalhos para os quais têm estudos acima dos requeridos, é a saída que lhes convém. Não sei se partem para se encontrarem, ou se partem para fugir. Ou ambas. Acredito que voltem efectivamente mais maduros, conhecendo-se melhor e sabendo o que querem.

Seja como for, a maturação requer tempo, portanto, por que tanta vontade em antecipar a entrada nos filhos na escola? Para chegarem ao mercado de trabalho antes dos outros? Para começarem a ganhar dinheiro mais cedo? Há estudos feitos que provam que os alunos mais novos têm resultados mais baixos, comparativamente com os seus colegas mais velhos. 
Está visto que os filhos frequentemente boicotam os planos dos pais. E mais cedo ou mais parte ficamos sem controle sobre eles. 
Só temos uma oportunidade para os educarmos, e não sendo nenhuma experiência que possamos repetir, talvez o melhor fosse tão termos tanta pressa em lançá-los para o mundo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Manipulação da mulher, por #AugustoCurry

- É mais difícil para a mulher ser autora da própria história?
- Sem dúvida, a maior conspiração deste século é a conspiração contra as mulheres, elas têm mais transtornos psíquicos não porque sejam o sexo fraco: são mais inteligentes, altruísta e solidárias. Mas são constantemente bombardeadas por um padrão de beleza que nunca houve na história, o ideal magérrimo e doente é utilizado pela sociedade de consumo para vender tudo e mais alguma coisa. E o nosso "biografo" interior não perdoa, quando ele vê um anúncio de um perfume não entra na "janela" apenas o perfume, mas este ideal assassino de beleza. Isso é feito às claras. Estamos a destruir a vida das mulheres que vivem sequestradas por dentro. E toda a gente acha isso normal!

- Isso interessa a quem?
- Interessa ao sistema capitalista que estejamos sempre prontos a comprar qualquer coisa. As mulheres são as mais pressionadas a consumir mais desnecessariamente, para compensar a ansiedade. Quando o segredo de uma emoção feliz é fazer muito do pouco. A emoção não respeita o dinheiro que você tem mas o que você sente por você mesma.
       Augusto curry, in Activa nr 321, Agosto, 2017

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Massa com pimentos #vegetariana


Massa com qualquer coisa é sempre bem-vinda cá em casa, sobretudo para a Letícia. Mas esta ficou particularmente deliciosa, e é bem fácil e rápida de se fazer!



 Massa com pimentos
Ingredientes:
Duas chalotas
250 gr de fusili (ou outra massa)
1 pimento vermelho
1 pimento amarelo
20 ml de puré de tomate
2 c.sopa de natas de aveia
100 ml de caldo de legumes
Ervas da Provence

Como fazer:
Saltear as chalotas cortadas picadas em azeite. Acrescentar o puré de tomate ( cortei dois tomates e reduzi a puré com a varinha). 
Lavar os pimentos e cortar às tiras. Coze-los numa sertã com um fio de azeite juntar o caldo de legumes. Temperar com as ervas da Provence e deixar ferver 5 minutos. 
Cozer a massa al dente numa panela com grande volume de água, e sal. Escorrer e colocar num prato fundo de ir ao forno. 
Escorrer os pimentos e juntá-los à massa. Acrescentar ao caldo as natas ao molho de tomate, temperar com sal e pimenta, e deixar  ferver um pouco. Verter sobre a massa, envolver, cobrir com queijo a gosto e levar ao forno 5 minutos a gratinar. 
 

Receita do livro "Pâtes & Pizzas", Femmes d'aujourd'hui

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Para começar a Escola...

- Diz que estamos numa sociedade de entretenimento mas continuamos sós..
- A sociedade do lazer criou a geração mais triste que pisou esta terra, o suicídio aumentou 40% mundialmente entre os jovens, e não só a baleia azul. O excesso de informação e de compromissos levou ao assassinato da infância. Os mais novos precisam de cada vez mais para sentir cada vez menos e estamos a aumentar o seu nível de exigência para serem felizes. Estamos a gerar mendigos emocionais.  Os pais têm de falar das suas lágrimas para que os filhos possam chorar as deles, têm de falar dos seus fracassos para que os filhos entendam que não têm que ser super nada, têm de levá-los a contemplar o belo a destinos tranquilos e serenos que formem "janelas light", o ecrã não pode ser toda a vida deles. E não olhem para as notas...

                 Augusto curry, in Activa nr 321, Agosto, 2017

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mudança de turma? No drama!

O meu primogénito permaneceu na mesma turma desde o 1º até ao 9º ano, com poucas entradas e saídas de alguns meninos. Mesmo quando a turma se deparou com a escolha da 2ª língua estrangeira, no 7º ano, e pareceu desmembrar-se, acabou por permanecer praticamente a mesma.  E com alivio terminava a minha inquietação; eu achava isso ideal, que a a estabilidade, a permanência dos amigos, o facto de já se conhecerem bem, se conjugava para o melhor. 
Porém, no 10º ano, perante escolhas de áreas de estudo diferentes, a possibilidade de dispersão dos colegas voltou a surgir e dessa vez com mais seriedade, pois já se tratava de escolhas relacionadas com as profissões. Com o futuro. 
Portanto, o meu filho foi colocado numa turma com pouquíssimos  amigos/colegas da sua turma de sempre, numa escola diferente, numa área que não é propriamente fácil - CT - e nada disso pareceu atrapalhá-lo. Integrou-se lindamente na nova turma, fez novos amigos e conheceu outros colegas. Afirmou-me, no final do ano, que gostava muito desta turma, que eram muito unidos e companheiros. Numa ocasião em que dei boleia a dois amigos do Duarte, ambos repetiram a mesma opinião. E ainda, conversando com outras mães, elas me confirmaram o mesmo, e isto da parte de alunos oriundos de diferentes turmas.
Afinal a inquietação era apenas minha. Os adultos são muito mais reaccionários à mudança do que as crianças e jovens. Por vezes as mudanças são boas, e querer permanecer numa situação por ser conhecida não é per se argumento máximo. As mudanças ajudam-nos a evoluir, dando-nos oportunidade de descobrir novas situações e pessoas, fazem-nos crescer. 
Agora que a minha filha se depara com a mesma situação, tenho outra perspectiva; apenas espero que corra pelo melhor. E ela, com a confiança própria da idade, nem lhe ocorre que de outra forma possa ser! 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Anedotas que se escrevem e contam por aí

"A loira burra" 👱

- Qual é a diferença entre um pão e uma loira? O pão tem miolo.
Pressupõe-se então:
- Qual é a semelhança entre um pão e um loiro? Ambos têm miolo.

Mas claro que isto não poderia ser anedota, não tem piada. 
Tem piada rebaixar, e quem melhor para diminuir do que o género feminino? Ser loira é detalhe, o ataque é feito a todas as mulheres.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Salada de Grão, quinoa e mangericão #vegetariana


Quando a Letícia viu esta salada pronta torceu o nariz, como aliás eu já previa que torcesse, pois não é de todo fã de saladas. Porém, insisti com ela para comer uma garfada, ainda antes de levar a travessa para a mesa. Disse-lhe que iria ter uma enorme surpresa com os sabores, que era deliciosa. E assim foi, ainda a mastigar o rosto dela iluminou-se com um sorriso perplexo.
É mesmo surpreendente que receitas tão simples se revelem tão saborosas, e uma festa inesperada para as papilas gustativas.  


Salada de quinoa e grão-de-bico e magericão

Ingredientes:
1 chávena de quinoa cozida
3 chávenas de grão de bico cozido
1 chávena de tomates cereja (cortados ao meio)
Folhas de manjericão picadas
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
1 colher (chá) de sumo de limão
1 dente de alho (picados ou espremidos)
1/4 colher (chá) de oregão seco
Sal e pimenta

Como fazer:
Colocar o grão-de-bico com a quinoa numa travessa e acrescentar os tomate-cereja. Colocar num frasco o azeite, vinagre, sal, pimenta, sumo de limão e oregãos, e agitar. Verter sobre o grão e quinoa, envolver e decorar com as folhas de mangericão picado.

Dica: Espere um pouco antes de servir para o tempero se intensificar.

Receita do Onda Verde

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Dicas de documentários

 
Via

Ultimamente tenho visto sobretudo documentários, tenho alguns gravados há semanas, meses, que aguardo ansiosa para ver. Entretanto, vou deixar algumas dicas para que possam ir ainda buscá-los, se por acaso algum vos despertar interesse. São exibidos pela RTP2 e TVcine2.

Bright Lights
Este documenta a vida de Carrie Fisher e Debbie Reynolds, que foram notícia no principio do ano, por terem falecido uma a seguir à outra, no espaço de uma semana, sendo filha e mãe. Ficamos a conhecer as vidas destas célebres actrizes, e a compreender a forte dinâmica entre ambas, e a entender a morte da segunda.

Nada por dizer
Apresenta a vida interessante de Gloria Vanderbilt, de rica herdeira a actriz, estilista, empresária e artista. E também mãe do apresentador de t.v. Anderson Cooper, que dirige o documentário. 

Sicko
O polémico produtor norte-americano Michael Moore debruça a sua atenção sobre a saúde nos E.U.A. , conduzindo-nos pelos meandros da sociedade e política. Revela-nos uma situação no quadro da saúde absolutamente inacreditável, de tão má que é. Custa a crer que naquele país, tido como indubitavelmente rico e evoluído, exemplo de modernidade e terra de oportunidades, a saúde seja pior do que a de muitos países do 3º mundo. Um pesadelo.

E agora invadimos o quê?
Novamente Michael Moore, questiona o modus operandi do governo norte-americano, encontrando em vários países europeus, que visita, formas de fazer e estar, em diversas áreas da vida, bem sucedidas, que poderiam ser implementadas no seu país.

Os segredos da Colmeia
O meu interesse pelas abelhas é conhecido, adoro este insecto. Tudo o que lhes diz respeito me fascina. Portanto, há 20.000 espécies de abelhas no mundo, e muitos segredos a desvendar. Estas grandes polinizadoras merecem ser mais conhecidas, para serem mais respeitadas. As colmeias em colapso, milhões de abelhas dizimadas, sem sabermos porquê deveria alarmar-nos, elas são-nos vitais.

Mulheres do mundo
Neste  documentário que  possui 10 episódios, ficamos a conhecer a vida de 10 mulheres, espalhadas por regiões remotas do nosso planeta. Vivem ainda de acordo com as tradições seculares das suas culturas, o que torna estes documentários realmente fascinantes. Sociedades matriarcais e casamentos poliândricos são comuns por estas paragens, longínquas entre si.

Amanhã
Ganhou como melhor documentário dos prémios César, e percebe-se porquê. Os produtores  procuraram pelo mundo, pessoas, ideias, novas formas de fazer nas áreas do ambiente, ecologia, educação, agricultura e indústria, que revertam a tendência destrutiva do nosso modus vivendi. E as ideias boas são muitas, e a prova de que resultam é que já estão a ser implementadas com sucesso. É apenas necessário que se expandam massivamente, para que um Amanhã com esperança seja possível.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Férias na Toscânia


Temos evitado as férias em Agosto há anos; as filas em todo o lado, a lotação esgotada, os preços mais altos desanimam-nos à partida, porém este ano teve mesmo que ser. Pensando que a data seria a menos ideal, não nos ocorreu que a meteorologia se associaria aos inconvenientes da época mais alta. Portanto, fomos apanhados em cheio por uma onda de calor que varreu Itália e nos deixou a modos que atordoados. Temperaturas acima dos 42º são imensamente condicionadoras ( 38ºàs 20h!) e muito capazes de nos destruir a motivação para caminhar pelas ruas, e visitar monumentos e museus. É que estes, são na sua maioria desprovidos de ar-condicionado, e nestas condições o ar fresco é praticamente imperativo. Entre o apartamento e carro que alugamos, encontrávamos uma espécie de oásis, além destes, sofremos imenso com o calor! As bebidas frescas não tinham tempo de se refrescarem nos cafés, bares e supermercados, por isso tínhamos que nos precaver, levando-as de casa. Felizmente, estávamos no melhor país do mundo para comer gelados! E por sorte, fomos encontrando as melhores geladarias possíveis, pelo menos assim nos pareceu. Tivemos a impressão de sermos sustentados a água fresca, melancia e gelados; uma dieta peculiar.
 
Visitamos a Itália pela primeira vez há cerca de 18 anos, e portanto, Roma, o Vaticano, e outras cidades ficaram de fora, desta vez. Fizemos de Bolonha a nossa base; uma cidade pouco turística, porém geograficamente bem localizada. E isto do pouco turístico é relativo, há imensos turistas, a maioria italianos, mas também estrangeiros por todo o lado. De qualquer forma, para além das grandes cidades e autênticas pérolas que visitamos, como Florença e Veneza, o nosso interesse voltou-se para as pequenas cidades, onde os turistas italianos se passeiam, como Ferrara, Carrara, Ravenna, Modena e Ímmola. São destinos absolutamente fantásticos, onde reina ainda uma atmosfera genuinamente italiana. Há sempre o que ver, o que admirar. O que Itália tem de bom é ter esta oferta imensa por todo o lado, de monumentos, museus, arquitectura, ruelas, pontes, etc.

De Bolonha ficamos com a impressão de ser uma cidade seca e quente( é assim considerada habitualmente), não se encontrando árvores, vegetação, canteiros de flores, lagos ou fontes, dá ainda mais a impressão de ser árida. Isso fez-me imensa impressão. Como comprovativo do calor excessivo, a minha máquina fotográfica "derreteu" logo no primeiro dia, e as fotos de Bolonha foram-se. 
São famosas as "Due torri" no centro da cidade, muito próximas e visivelmente inclinadas ( 3 mt, dizia o Guia Michelin), a Fonte de Neptuno ( coberta para restauro), a Piazza Magiori ( onde à noite há cinema com lotação esgotada), a basílica de san Petrónio, a Biblioteca, a igreja de San Domenico e o Museu de Arte Antiga. Os melhores gelados são os da Sorbeteria Castiglione, e o sabor típico é crema bolognese. Divinal!



Os melhores gelados em Veneza? La Mela verde!

Ao contrário do que me têm dito há anos, Veneza não cheira mal no Verão, nem está assim tão "entupida" de turistas que não se possa andar por lá. Tem imensos turistas, é verdade, mas a circulação faz-se razoavelmente bem, o pior mesmo são as filas para visitar os monumentos; nesta época, passar um dia em Veneza é apenas para exterior. As visitas interiores são para esquecer. Aliás, o mesmo acontece em Florença, só conseguimos visitar o Palazzo Medici Riccardi, e Deo gratias!
Apesar disso, as crianças venezianas brincam nas ruas, jogam à bola entre as pernas dos turistas, o que me fez imensa impressão, por aquilo que é para mim falta de segurança. Muitos empresários da restauração, por outro lado, não se coíbem de fechar portas para férias no pico da estação alta, quase que aposto, fugindo à invasão das massas. Não ganham dinheiro, mas querem lá saber! Têm paz. Aliás, isto acontece por todo o pais, fecham os negócios e partem alegremente de férias, como toda a gente.
De resto, quem não gostar de Veneza, não gosta de nada no mundo! Veneza é qualquer coisa de assombroso, é mágica. É aquela cidade aonde tem que se ir, pelo menos uma vez na vida.

Desta vez fizemos as férias em família, o Duarte também se juntou a nós, embora já tenha prevenido que para o ano não irá. A não ser que seja para Nova York. E oxalá que não seja, diz ele. Só para poder ficar. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Eu também penso neles...

via

Fui pôr o saco do lixo na rua, e o tritinado de um grilo chamou-me a atenção; estaria no quintal do outro lado da estrada? Mas o som era tão alto que me parecia mais próximo. Curiosa, fui-me aproximando da origem, e mal dei dois passos, ainda perto da soleira da minha porta, encontrei-o. O grilo estava alojado num minúsculo buraco do alcatrão recentemente colocado, e mal colocado, junto ao passeio. Perplexa, indaguei-me como teria ele aí ido parar, de que se alimentaria? 
Lamentei a sorte do grilo naturalmente cantador. Enfiado num buraco negro, rugoso e pestilento ao invés do seu habitat natural, terra fresca com odores a ervas e flores silvestres. Perto do seu alimento. Longe dos bichinhos que habitam a terra como ele, e debaixo da iminente ameaça dos carros e pés humanos. 
Especulo se este grilo escolheu o exílio, a natureza deixou de ser lugar seguro para o reino animal. E a fumaça, sobre as colinas que nos rodeiam, lembra-me que já nem aonde vivem humanos o refugio está garantido. Mas será talvez aqui o último abrigo. Eu sei que para o grilo este asilo tem os dias contados. E é triste.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Destinos paradisíacos? 😶




Há uns tempos eram notícias festas privadas de adolescentes, que de repente tomavam dimensões gigantescas, e descontroladas por terem sido divulgadas nas redes sociais. Os convidados apareciam às centenas, milhares. Parece que o fenómeno desapareceu, alguém aprendeu a lição ou a notícia deixou de ter impacto. Porém, surgem agora notícias semelhantes, não relativas a festas, mas a locais específicos, caracterizados por paisagens excepcionais, águas cristalinas, vegetação tropical, ou arquitectura consensualmente bela, que da noite para o dia passam de segredos locais, a destinos das massas. 

De cada vez que no meu feed do FB surgiam fotografias extraordinárias, deste tipo de local, partilhadas por sites temáticos, ou pelos meus amigos, eu temia que fosse este o resultado. Pois então, aconteceu numa localidade em Itália, um pequeno vídeo bastou para promover a invasão descontrolada. A população não se queixa das pessoas, queixa-se do comportamento das mesmas. 

Pode ser esse um caso de maiores proporções, porém neste Verão já senti a invasão dos turistas num local da natureza, que frequento como se sagrado fosse, e vi o rasto deixado por aqueles que vão à caça da selfie, do momento passageiro, do banho fresco e bronzeado moderno, dando como moeda de troca as beatas, a garrafa de cerveja esquecida, as sacas plásticas voadoras.
Isto não é de gente que gosta da natureza. Não é de gente que aprecia o silêncio, a tranquilidade. Isto é apenas de gente que tem conta nas redes sociais, e aí encontra dicas de sítios a visitar, e aí publica as fotos para os outros porem likes

Recentemente li a entrevista a uma certa actriz portuguesa, na qual à pergunta sobre a sua praia favorita, ela respondeu: "Isso é segredo; mas também frequento tal e tal." Adorei a resposta. É assim mesmo que todos devemos proceder; guardemos os nossos locais favoritos como segredos, não é inveja, é preservação. É cuidado para com esses locais; é respeito por esses sítios, pelas criaturas e pessoas que aí habitam.
A verdade é que o mundo não está preparado para estes paraísos.


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Pataniscas de courgete e batata


Abundância de courgete e batata, ainda da velha que teima em sobrar, levaram-me a fazer estas pataniscas, que se revelaram deliciosas. Para acompanhar com uma salada, ou levar para um piquenique.

Pataniscas de Courgete e Batata
Ingredientes:
uma courgete média
Uma batata grande
Farinha q.b. ( +/- uma chávena de chá)
2 ovos
sal e pimenta a gosto

Como fazer:
Ralar a courgete e batata, juntar os ovos batidos, temperar com sal e pimenta, e envolver. Adicionar a farinha de trigo até a massa ficar com uma consistência que permita fazer as pataniscas. Colocar numa sertã, com azeite quente apenas a cobrir o fundo, e achatar, formatando as pataniscas. 
Servir com arroz branco, ou salada, ou apenas como petisco. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

- Os pais já não berram! Ninguém berra.




Há pessoas que acreditam que se educa, berrando. Não entendem que o berro perde a força da palavra e ganha a fraqueza do medo. Não compreendem, ou pior, compreendem, usando o berro como arma única, com a cegueira de quem não conhece outro caminho. E por isso o usam e recomendam, criticando abertamente quem se desvia do mesmo estratagema.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O hermafroditismo

E sem explicações, novamente aconteceu. Mais dois filhos de produção independente, como eufemisticamente se costuma dizer. 
Não querendo julgar a pessoa que Cristiano Ronaldo, é, que de facto desconheço, e por isso só poderia aventurar-me em conjecturas, que as há em abundância (fosse em seu benefício ou não) se por aí enveredasse, tenho ainda assim algo a dizer sobre esta notícia, que não me deixa indiferente. 
Admiro o atleta, pela sua capacidade de trabalho e tenacidade para alcançar o nível que alcançou, sendo um orgulho para os portugueses, e um modelo que inspira, porém nesta questão da paternidade, a minha admiração retraí-se.

Eu compreendo a pressão do relógio biológico, compreendo que sendo homem e desejando muito ser pai, a situação é bastante mais complicada de resolver, do que quando se é mulher, com a mesma vontade. Consigo imaginar a frustração que se deve sentir, com a passagem dos anos, e o desejo da paternidade latente por realizar. Creio que consigo sentir a ansiedade. E por isso, de certa forma, consigo entender a tentação de entrar por um caminho enviesado. 

Se a medicina está suficientemente evoluída para proporcionar a realização deste desejo, na falta do habitual pai e mãe, se existem condições financeiras que proporcionam a concretização desta vontade, então, por que não? 
Talvez tenha sido isso que o Cristiano Ronaldo pensou. E outros como ele, que segundo as notícias também recorreram a barrigas de aluguer. Uns porque são casais homossexuais, outros por questões de saúde, ou até profissionais. 
Portanto, se existem os meios, a legitimação do acto é automática? Seria simples demais se assim fosse. Um filho gera-se com a união do homem e da mulher, e se a participação desta é apenas como doadora de óvulos, e receptáculo de um embrião, não havendo amor, desejo, ou qualquer outra emoção humana, senão motivação económica, falha à partida a ideia de concepção que todas as pessoas gostam de saber estar na sua pré-existência. Ninguém aprecia ter sido um acidente; ninguém entende a rejeição; nenhum ser humano fica indiferente perante a falta de desejo, de qualquer um dos pais.

Passa, ou passou, num canal de t.v. uma série sobre pessoas adoptadas que buscam as suas famílias biológicas. Por mais amadas e bem tratadas que tenham sido por quem as adoptou, a alma insta-os a procurarem as suas raízes. Querem saber porque foram "rejeitados", querem ficar cara a cara com as suas mães. E normalmente, é com as mães que desejam encontrar-se, e confrontar-se. Na grande maioria dos casos de adopção, os adoptados descobrem que não houve rejeição, apenas falta de meios para serem criados dignamente, e a justificação de que sendo adoptados teriam uma melhor educação, uma vida mais fácil; e isto é uma escolha resultante de amor. E ainda assim, compreendendo tudo isso, sentem-se rejeitados. Precisam de ajuda, de terapia, de tempo, para desconstruir ideias nefastas, e se reconstruirem como seres humanos equilibrados e saudáveis. Explica-se isto com a ligação superior à mãe biológica, que mesmo se afastando nunca será esquecida; mesmo sendo muito bem substituída, nunca o será realmente. 

Há, relativamente a este fenómeno das barrigas de aluguer, uma questão assaz complexa que implica a ética num sentido filosófico, e a ética, no sentido pragmático. Será correcto pagar a um ser humano para gerar uma vida, e dela abdicar totalmente, entregando-a como qualquer outra mercadoria? Será aceitável que as mulheres se tornem  máquinas gestacionais, ao dispor de quem tem dinheiro?
Em concreto, em que condições estão a ser feitas estas "transacções"? Sabe-se que existem fábricas de barrigas de aluguer, onde mulheres estão prisioneiras, ou reféns, como gado nos estábulos. 
Uma corrente feminista afirma que a misoginia não é senão a inveja do útero da mulher, e neste caso, a ciência e seus acólitos conseguem subverter a sacralidade da vida, em algo sujo e descartável, como uma execrável inveja manifestada. 
Pensar que a humanidade chegou a este ponto no séc. XXI, faz-me questionar o sentido da nossa evolução.

Portanto, um dia, quando estes filhos paridos por um, tiverem idade de se questionar, e começarem a questionar o pai sobre as suas mães, que resposta, capaz de os contentar, lhes será dada? Francamente, não me ocorre nada suficientemente forte que responda sem magoar, e pelo contrário, consiga apaziguar. Suspeito que não seja suficiente, saber-se filho de um intenso desejo unilateral. Não haverá amor bastante que colmate a ausência da mãe; amor de avó, por maior que seja, continua a ser amor de avó. Saber-se fruto de uma transacção comercial, é bem capaz de ser acima de tudo, destruidor.
Prevejo um preço alto a pagar, tanto para o pai, como para os filhos. E desta vez, não haverá dinheiro suficiente para comprar compreensão, tranquilidade, aceitação, e consciências. 

Como tudo isto se faz na base da liberdade, e da modernidade que tudo compreende e aceita, a avaliação moral da questão perde pertinência. Não há lugar para debates, reflexão que sirva de bússola, ou resposta a questionamentos. Há apenas, aceitação de uma nova realidade, filhos paridos por um, tal qual os hermafroditas, no reino animal. 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Nostalgia


Estas, e dezenas de outras portas, iguais ou semelhantes, suscitam-me uma nostalgia inusitada; de pessoas que não conheci, de famílias que nunca vi, de histórias que ninguém me contou. Porém, por detrás de cada uma destas portas, viveram-se vidas, nasceram bebés, cresceram crianças, ouviram-se choros e risos, pessoas entraram e saíram, rodando chaves e empurrando as maçanetas. Durante várias gerações, mantendo-se as mesmas famílias, ou mesmo com troca de famílias, houve vida, por detrás destas portas.

Estão agora fechadas, perras pela falta de uso, em penitente silêncio, aguardando talvez que alguém as veja de verdade, e lhes queira dedicar cuidados e trabalhos, reabilitando-as como merecem. Quiça, esperando ainda que outras famílias cheguem, se instalem e tudo recomece; nascimentos, risos, choros, portas a bater, alguém a bater à porta, cartas a deslizarem pelas caixas do correio.

Ignoro se estas expectativas pertencem às portas, ou se são apenas minhas. O mais certo é que estas portas se tornem obsoletas e sejam trocadas por outras mais fortes, capazes de aguentar o abrir e fechar constante dos turistas, que se dirigem para os quartos que alugam. E que por detrás destas portas, não mais se vejam filmes completos, de famílias inteiras, de geração em geração, apenas bocadinhos de episódios soltos, falados em diversas línguas. Mas se estas portas, por inspiração superior, recuperarem a beleza e delicadeza do passado, seja quem for que por elas passe, há-de nelas falar; há-de fotografá-las, há-de tirar selfies com elas como cenário. Talvez até, alguém faça delas postais, que serão enviados para os quatro cantos do mundo. 
Ámen.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Quinoa com brócolos #vegetariana




Muito nutritiva e deliciosa. E fácil, como habitualmente. 

Quinoa com brócolos

Ingredientes:
Uma Cebola
Uma mão cheia de brócolos
Meia chávena Quinoa
Queijo vegetal a gosto
Sal, pimenta e colorau fumado

Como fazer:
Lavar a quinoa muito bem, em água corrente, utilizando um coador. Cozer com chávena e meia de água. 
Fazer um refogado clarinho com azeite e cebola. Juntar os brócolos e deixar cozer alguns minutos, com a tampa posta. Temperar com sal, pimenta e colorau fumado, adicionar a quinoa e envolver. Logo que ferva, desligar. Colocar no prato e enfeitar com queijo ralado. 

 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O Gel Duche que vai para a mala!

Via Yves Rocher

Recebi de oferta o novo pack Gel Duche Concentrado da Yves Rocher. É uma das marcas que habitualmente uso e gosto, não apenas pelos aromas deliciosos, como também pela sua política de respeito para com o meio ambiente. 
Este gel possui uma fórmula facilmente biodegradável, ultra concentrada, sem conservantes e sem parabenos. É ainda constituída por 100% de activos vegetais e 0% OGM. 
Está disponível em 3 aromas, em embalagens de plástico reciclado. Com capacidade para 100 ml, dá para 40 duches, mesmo a medida certa para ir na mala de cabine, e providenciar os banhos das próximas férias!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Escrita rupestre


"Dantes a escrita obedecia à etimologia, com raízes no grego e latim, hoje é de carácter fonético. Dantes fazia-se para a elite, hoje faz-se para o povo, para toda a gente. Todos têm que saber escrever."
Fernando Cristovão, in Antena2,  17/06/2017

Foi assim, grosso modo e de passagem, que um dos mentores do AO90 explicou a alteração ortográfica. 
Simplicidade, "facilitismo", baixar o nível até que os incapazes, se tornem capazes de escrever Português. E por aí abaixo vamos, as novas tecnologias e redes sociais dão uma ajudinha 😉

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Mancha de chocolate no sofá?


- Quem comeu chocolate no sofá? Foste tu? E tu? E tu?
Ninguém. Mas o facto é que a nódoa não estava lá ontem, e hoje está. Ou antes, estava; porque com este truque do algodão embebido em álcool saiu como que por magia!
Mais dicas aqui.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Prescrição?




Na nossa cultura tudo o que está interiormente desequilibrado, se trata com o que o exterior nos oferece; uma depressão? O remédio está na Farmácia. Um desgosto de amor? Encontra-se o refrigério numa sucessão de shots. Infeliz com a vida? Muita televisão. Uma insatisfação que não passa? Apesar do emprego bem remunerado, da família bonita, casa e carro invejáveis? Rumo ao shopping!

Ainda ninguém o tinha dito assim tão claramente, sem recurso a subterfúgios, mas suponho que agora chegamos ao momento em que já se tendo visto de tudo, a publicidade faz dos jogos psicológicos cartaz. E torna a mensagem subliminar slogan, pois já ninguém se espanta ou indigna; antes lhe acham graça, é sinceridade, para variar!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Taça de Buda #Vegetariana


Mas afinal o que é isto do "Buddha Bowl"? À letra, a Taça de Buda, não é nada mais, nada menos, do que uma taça cheia de coisas boas! 
Requer alguma preparação antecipada, como por exemplo, fazer os germinados, e a penca. De resto é só lavar, cortar e atirar para dentro da taça bendita.
Um festival de sabores impossível de descrever, só mesmo provando. Fica o desafio!

A Taça de Buda 
Ingredientes:
Alface
Tomates cereja
Rabanetes
Batata doce
Pencas com folhas pequeninas
Pepino
Germinados de girassol
Tofu
Mirtillos

Como fazer: 
Escorrer o tofu e cortá-lo aos cubos; temperar com molho de soja e sal marinho, e deixar a marinar cerca de 20 minutos.
Cozer as pencas em água e sal, escorrer, cortar em tiras e saltear em azeite e alho. 
Fritar a batata doce, em azeite suficiente para cobrir a sertã.
Saltear o tofu escorrido, em azeite, virando de todos os lados. 
Cortar a alface em juliana, os tomates cereja ao meio, os rabanetes às rodelas. 
Colocar no fundo da taça a alface, e todos os ingredientes restantes. Sal e um fio de azeite. Decorar com os germinados e mirtillos. 

As variantes para taças de Buda são imensas, eis o diagrama, do The Good Hearted Woman:

E outras propostas no BuzzFeed, porque nada melhor do que o calor para comer estas taças cheias de coisas boas, e frescas!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Os animais fofinhos💓 das redes sociais




À primeira vista, toda a gente gosta de vídeos fofinhos; animais pequeninos a fazer acrobacias, ou mímicas, ou a dançar, ou a embalar um bebé, ou seja lá o que for, são irresistíveis! Nas redes sociais são campeões em likes, corações e partilhas, e é precisamente para isso que são feitos. 
Todavia, se pensarmos bem, a maioria desses animais estão a ser sujeitos a posturas ou situações que não lhes são naturais, e que lhes exigem um esforço tremendo. Quer dizer, um cão a caminhar em duas patas, vestido como gente, e uma mochila às costas é completamente anti-natural. Mas as pessoas riem-se, acham montes de piada. E gostam e partilham. Só que entretanto, aquele animal foi sujeito a um treino coercivo que incluía pancada ( também circula por aí este vídeo), para que uns míseros segundos de filme dessem protagonismo ao autor. 
Ou então, cachorrinhos que mal abriram os olhos, são manuseados como se fossem bonecos, sentados como gente grande, a dizer adeus com as patinhas, quando tudo o que querem, e precisam, é de dormir enroladinhos na mãe. 
Mas, novamente, as pessoas não pensam para lá da fofurice. E quando eu comentei, numa dessas partilhas, que achava uma tortura o que estavam a fazer àquele cachorrinho, uma miúda respondeu-me que ninguém estava a fazer-lhe mal! Porque mal, é bater, não é sujeitar outro ser a caprichos estapafúrdios, obrigando o cão recém-nascido a uma postura violenta, por ser desadequada à sua idade e morfologia. 

Animais fofinhos comportam-se espontaneamente, e nessas ocasiões, se der para fazer um vídeo, óptimo! 
O meu vídeo não é fofinho, é descaradamente publicidade enganosa, mas foi o que se pôde arranjar!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dia Mundial do Ambiente - e eu não quero ir para Marte!

 
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Hoje é Dia Mundial do Ambiente, e para celebrar a data ficamos a saber que se todas as pessoas do mundo usassem os recursos do planeta como os portugueses, eles acabavam hoje. Calha que nem ginjas, para festejar o dia! 
Talvez noutros países, o consumo dos recursos seja ainda mais acentuado. Mas isso realmente não interessa nem poderá servir de desculpa; consumir o que o planeta produz num ano antes deste terminar, é consumo exacerbado e incomportável, para a Terra. E como um ecologista afirmou num documentário que vi há alguns anos, a Natureza é sábia, quando se depara com algum problema, ela trata de o solucionar. É bom de ver, que o problema aqui somos nós, a raça humana.

O Duarte dizia-me ontem que daqui a alguns anos, será possível comprar um bilhete (de 240.000€!) para ir a Marte, em turismo. Fez-me lembrar aquele outro projecto, de enviar um grupo para o mesmo planeta, só com bilhete de ida, havendo desde já há alguns anos cerca de 100.000 candidatos. O objectivo é instalar uma colónia a fim de preparar o planeta para receber mais terráqueos.
São alternativas, dizem uns, são diversões tresloucadas, digo eu. Quando temos aqui o planeta perfeito para nós, idealizamos colonizar planetas hostis à vida humana, sendo-nos esse esquema servido como sonho maior da humanidade! 

Por que não há-de ser o projecto, tratar cuidadosamente do nosso planeta? Com a responsabilidade de quem sabe que outro planeta igual a este não existe, como plano B. Parece-me muito mais simples, mais saudável, menos dispendioso e menos arriscado. 
Mas não, querem-nos impingir a ideia de que a conquista do espaço nos está destinada, e que é por esse caminho que devemos ir. E que entretanto, nos comportemos tão bem como até agora, alegres consumidores, inconscientes das consequências de um estilo de vida predatório, que enriquece escandalosamente lobbies, corporações e multinacionais. 

Hoje é o Dia Mundial do Ambiente, e embora cada vez mais pessoas mudem a forma de estar neste planeta, sintonizando-se com a natureza e respeitando o planeta como lar único e perfeito, ainda não chega. Temos que o fazer massivamente. E agora. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dia Mundial da Criança - Até quando?

 
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Aos meus filhos, custa-lhes acreditar quando digo que a infância é a melhor fase do ser humano. Apesar de reconhecerem que tiveram uma infância feliz e privilegiada. Ainda assim, pensam que em adultos poderão comprar o modelo de computador que realmente querem, comer a quantidade de comida que lhes apetecer, ingerir doces sem controlo parental, não ir à escola, não ter trabalhos escolares, etc. E que tudo isso lhes prova que apesar da infância feliz, a idade adulta será ainda melhor. 

Porém, quando se trata de comemorar o Dia Mundial da Criança não deixam de fazer alertas de véspera, para que eu tenha tempo de lhes preparar algum mimo. É que mesmo não sendo já crianças, e disso tendo consciência, fazem gosto em manter as benesses dessa idade. Riem-se e dão-me justificações esfarrapadas, como "eu ainda sou muito neném!", e eu rio com eles, encantada por os ter ainda assim, a modos que "pequenos", mais um pouco. 

É que a infância passa rápido. Se a vida são três dias, a infância, cada vez mais encurtada, caberá em cinco minutos. E por isso temos que aproveitar os momentos, todos os dias. 

Para começar bem o dia, reforcei o pequeno-almoço de hoje que contemplou, leite, batido de frutas, ovos mexidos, torradas de pão com cereais, compotas, croissants com chocolate caseiros, e granola. Uma mesa bem composta, para pequeno-almoço, lanche ou refeições principais, poderá não ser nada de fantástico, mas é diferente e melhor, já cheira a festa. 
E como nós bem sabemos, não há como os "miúdos" para desfrutarem destes pequenos mimos!

terça-feira, 30 de maio de 2017

"Não fomos projetados para comer carne"

Mestre De Rose

A qualidade do vídeo é péssima, porém o conteúdo é excelente, de forma que não resisto a partilhar. 
Para quem tem interesse em mudar os hábitos alimentares, e se preocupa com a saúde e bem-estar. 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Caril de Coco Fácil #Vegetariana


De facto, é uma receita fácil, com os ingredientes da época, e muito boa! Engraçado como mesmo não gostando de coco, a Letícia devorou o prato dela...


Caril de Coco Fácil*

Ingredientes:
     1 colher de sopa de azeite
     1 cebola pequena picada
     4 dentes de alho picados
     1 colher de sopa de gengibre ralado fresco
     1/2 copo de floretes de brócolos
     1/2 xícara de cenoura cortada em cubos
     1/4 xícara de tomate em cubos
     1/3 xícara de ervilhas de quebrar (partidas aos bocados)
     1 colher de sopa de caril em pó
     Pitada de pimenta preta
     2 Latas de leite de coco
     1 chávena(240 ml) de caldo de vegetais
     Sal marinho e pimenta preta a gosto


 Quinoa de Coco
     1 lata de leite de coco
     1 chávena de quinoa branca


Como fazer:
Comece por lavar cuidadosamente a quinoa em água corrente, utilizando um coador de malha fina. Coloque a quinoa numa caçarola em fogo médio a torrar por 3 minutos. Adicione uma lata de leite de leite de coco e 1/2 copo de água. Deixe a ferver, reduza a temperatura, tape e deixe cozinhar cerca de 15 minutos ou até que a quinoa fique leve, fofa e o líquido absorvido. Reserve até servir.

   
Aqueça uma panela grande em lume médio e adicione uma colher de sopa de óleo de coco. Adicione a cebola, o alho, o gengibre, a cenoura, o tomate, os brócolos, uma pitada de sal e pimenta, e mexa.  
Cozinhe, mexendo delicadamente com frequência, até amolecer - cerca de 5 minutos.
   
Tempere com o caril em pó, pimenta preta, e junte o caldo de vegetais e o leite de coco; rectifique o sal e mexa.  
Deixe ferver, e em seguida reduza o lume ligeiramente, continuando a cozinhar cerca de 10 a 15 minutos.
    
Adicione as ervilhas de quebrar nos últimos 5 minutos para que não cozam demais.    
Prove e ajuste os temperos conforme necessário.
    
Sirva com a quinoa de coco e decore com sumo de limão. 

Outra alternativa é acompanhar com arroz integral e decorar com ervas aromáticas, como mangericão ou coentros. 

* Receita adaptada do Minimalist Baker

quarta-feira, 24 de maio de 2017

É para isto que os pais criam os filhos?

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Os excessos das Queimas das Fitas são sobejamente conhecidos por todos, mas penso que este ano a parada subiu mais ainda. Não apenas pela violação de uma jovem num autocarro, com assistência e filmagem, como pela divulgação do vídeo de outra jovem seminua, filmada sem saber. Mas há mais. Muito mais, para lá das ruas sujas de latas de cerveja e garrafas de outras bebidas alcoólicas.

O artigo da jornalista Laurinda Alves esclarece sobre mais práticas, consentidas é certo, durante a semana da Festa dos estudantes. O que se passa nos recintos, agora chamados Queimódromos ( equivalente em importância ao Sambódramo!), alcançou um nível para lá do despudor, o que ali se faz e promove é a devassidão nua e crua. 

Duvido que se os pais dos estudantes, ou mais exactamente das estudantes, soubessem o que acontece no queimódromo, as deixassem participar destes festejos. Mas não sabem, nem sequer fazem ideia da quantidade de álcool que os filhos bebem, pensando que é somente "beber um bocado a mais"! 
E essa é, provavelmente, a razão para a jovem violada não querer apresentar queixa; como explicar à família o estado de inconsciência, a ponto de ser abusada sexualmente, e nem ter notado?  
Lamento que a rapariga não tenha coragem para assumir a violação, e que permita ao violador ficar impune. E que consinta aos observadores passarem incólumes pelos pingos da chuva. Lamento por ela, que se deixe refém desta gente, que sabem quem são, e quem ela é.
Porque ela continua a ser vítima, e tem direito a justiça. Seria isso que os pais lhe diriam, ou indignados, a acusariam de se pôr a jeito?

Acredito que a maioria dos pais criam os filhos com grandes dificuldades, seja de que ordem for. Acredito que muitos estarão na Universidade com grande esforço, ou até sacrifício dos pais. E é para isto que eles lá estão? Para se "divertirem" sem regras, sem valores morais, e sem pudor? 
Os rapazes, perpetuando o papel de predadores, abusam, e as raparigas consentem em ser abusadas, crendo-se talvez, livres e modernas.

Os estudantes universitários já não são crianças a quem tudo se desculpa e justifica; são jovens, adultos, quase a entrar na mercado de trabalho. 
O meu choque e espanto só têm perguntas: - Que tipo de profissionais vão sair daqui? Que professores, engenheiros, médicos, advogados, enfermeiros, técnicos disto e daquilo? Que tipo de pessoas são estas? De que fibras são feitas? 
Aonde vai isto parar? Haverá um limite?
 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

As Abelhas Solitárias

O meu gosto por abelhas tornou-se fascínio quando há alguns anos comecei a notar uma grande afluência deste insecto maravilhoso, no nosso jardim. O comportamento delas era muito misterioso, dedicavam-se a recortar pequenos pedaços de folha da glicínia ( pequenos mas maiores do que elas!), que transportavam, sabe Deus para onde, repetidamente. E esta actividade durava todo o dia, começando na Primavera e terminando no final do Verão.




De um ano para o outro, comecei a notar que as abelhas já não voavam para longe, mas continuando na intensa azáfama do corte de folhas, as carregavam através de pequenos buracos na terra, para dentro das diversas floreiras que temos no terraço.



Curiosa, tentei informar-me junto de apicultores, contactei inclusivamente uma associação, mas sempre sem sucesso; incrédulos, respondiam-me que eu estaria certamente a confundir abelhas com vespas. Ignoravam que cresci na aldeia e sei perfeitamente distinguir entre umas e outras.

Finalmente, encontrei a resposta através do Pinterest, onde umas casinhas muito simpáticas eram anunciadas. 
Pois então, estas abelhas que não vivem em colmeia, mas sozinhas debaixo da terra, são as Abelhas Solitárias. Não produzem mel, porém são grandes polinizadoras; elas despendem mais tempo de flor em flor, acumulando mais pólen nos seus corpos. Elas também contactam duas vezes mais do que as abelhas melífluas, com o estigma.
Como é conhecido, o número de abelhas tem vindo a decrescer nos últimos anos, de forma dramática, então o papel das abelhas solitárias adquire ainda maior importância. 

Recebe-las nos nossos jardins, proporcionando-lhes guarida segura é o mínimo que podemos fazer. De forma que este ano, resolvi incrementar a oferta de alojamento, e adquiri o chamado "Bee hotel". Ignoro se já estará a ser frequentado, talvez seja organizado demais... aguardemos.


E quem mais compartilha desta minha paixão? 


O Nico, outro grande observador das abelhas solitárias, que ao contrário da KitKat, ainda não percebeu que mais vale deixá-las sossegadas! 
Para mim, o zumbido das abelhas é um som magnífico, de forma que tê-las como habitantes regulares do nosso jardim é uma alegria que aguardo ansiosa, todas as Primaveras. E novamente elas chegaram!